segunda-feira, 18 de julho de 2011

"a minha Europa"



Foi o termo que o antigo chanceler germânico utilizou para dizer que Angela Merkel está destrui-la. A frase do Der Spiegel é peremptória: "Ela está a destruir a minha Europa", acrescentanto que as suas políticas são "muito perigosas".

Ao que tudo indica, são palavras que Helmut Kohl terá proferido junto de alguns conhecidos sobre a forma como a Alemanha tem lidado com a questão da crise da dívida soberana na zona euro e sobre o papel de Merkel no desenvolvimento do projecto europeu e da moeda única.

As últimas movimentações no seio da CDU, partido do Governo, revelam que Kohl não é o único a tecer duras críticas àquela que ele mesmo adoptou como delfim política. Também o chefe do governo do estado do Hesse, Volker Bouffier, já alertou para o perigo da destruição da herança pró-europeia do seu partido, tendo declarado ao Der Spiegel que "A Europa é um projecto político. É demasiado importante para ser deixada à mercê das agências de rating."

Enquanto isso, a Alemanha continua a crescer 3,4%, com uma taxa de desemprego de tendência descendente (pelo 24.º mês consecutivo), agora nos 7%.

E a Europa de Helmut Kohl... a sofrer.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

falando de polícias..



"E o senhor Almeida, tem processos pendentes?"

"Faço apresentações na esquadra há cerca de cinco anos."

"E ainda não tem julgamento marcado?", estranha a juíza.

"Não."

"Cinco anos de apresentações correspondem a quantos processos?", pergunta, incrédulo, o procurador do Ministério Público.

"Dois processos, V. Excelência."

"Isso parece-me muito."

"Mas é verdade. Pode verificar."

"A lei não permite esse prazo... são processos de que ano?"

"2000 e qualquer coisa... três ou quatro anos."

"Então tem de ir pedir para tirar esses processos..."

"Sim. Os agentes também já me disseram que não preciso de lá ir mais, mas eu tenho ido dia sim, dia não."

É só o excerto de uma
reportagem interessante sobre carteiristas e a justiça.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Rating da PSP e da GNR = ZZZ3 Outlook extremamente negativo

Agente da PSP multado por cortar mal a relva

Isto é de ir às lágrimas

Gosto especialmente daquele louvor que deram ao “Geininho” por fazer óptimos arranjos de florais…!!!!!

Há coisas ridículas nesta terra mas isto já é demais bolas….

ai essa matemática!


Fonte: DN

As contas estão feitas. E não são nada animadoras... Os resultados dos exames nacionais de Português e Matemática do 9.º ano são uma verdadeira vergonha!

E sabemos bem porquê. A cultura da mediocridade, de passar todos os meninos e de combater o insucesso escolar a todo o custo com notas positivas que não correspondiam ao efectivo conhecimento dos alunos deu nisto. Como vemos, o lascismo não resolve o problema das negas às disciplinas que sempre foram consideradas a espinha dorsal do ensino nacional. Antes, piorou-o!

Português: 56,4% de positivas;
Matemática: 41,7% de positivas.

A tarefa de Nuno Crato vai ser dura. Desejamos-lhe boa sorte!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Será por isto?

Achei que não vale a pena criticar e mandar postas de pescada à Moody's a chamá-los de ... por bons motivos sem apresentar aqui nem que fosse um motivo para fundamentar a decisão dessa mesma agência. Temos que ver os dois lados da questão mesmo com o orgulho patriótico ferido.

Acho que foi uma aberração sem timming e especulativa que pura e simplesmente agrada apenas à finança que pretende juros altos, empresas públicas baratas, um euro cercado e uma UE amedrontada e em pânico.

De qualquer forma não há fumo sem fogo e existem razões para justificar uma parte desta situação.

Como não sou economista deixo a leitura e análise desta tabela para vós para que retirem as vossas próprias conclusões. Parece que afinal até se percebe alguma coisa do que se passou...

"eu quero ser primeiro-ministro!"



...foi o que disse ontem António José Seguro na SIC Notícias, ao explicar que as suas diferenças eram com Pedro Passos Coelho e não com Francisco Assis.

Este último respondeu que as suas diferenças em relação a Passos eram ainda maiores. E o debate não saiu muito daqui, até ao momento em que Assis acusou Seguro de fazer "pequena política" e falsos moralismos.

Para a história da corrida à poltrona no Largo do Rato ficam as comparações de Seguro a Passos, feitas por Assis e que o "rival" não aceita, e a refundação do partido, que parece resumir-se a um sim ou a um não às primárias.

De tudo isto dá para perceber que os dois candidatos estão mais preocupados com as pequenas questões aparelhistico-partidárias e menos com a situação em que os seus antecessores deixaram o país.

Esperava-se uma rosa mais ao rubro...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Love From Portugal to Moody's :)







Muito bom pessoal, os meus parabéns aos autores.

ps: admito que mandei uns e-mails "simpáticos" para o web site da moody's

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Andamos a perder boas oportunidades para comer bolo rei…

Vamos lá ajudar a queimar o arqui-inimigo e contribuir para a confusão:
Cavaco diz que não vale a pena recriminar agências de rating

Agora que os laranjinhas estão eleitos “bora lá” virar o bico ao prego:
Cavaco ataca agências de rating

Presidente da República ou “presidente” do PSD?

domingo, 10 de julho de 2011

Concordo plenamente...vocabulário apropriado e tudo

Pura e simplesmente brilhante, honesto e com neurónios. Já era tempo de um homem da cultura com H maiúsculo dizer umas verdades acerca dos subsídio-dependentes…

Obrigado Miguel.

“Como tem visto as mudanças na política cultural em Portugal? Sempre que vem a crise, lá se sacrifica a cultura.

Miguel Guilherme: A cultura tem de deixar de ser tão mariquinhas. Eu não gosto de choramingões, e há trinta anos que vejo gajos a choramingar e a traírem-se uns aos outros, a andar de punho cerrado e por trás a lamber o cu ao ministro ou ao secretário de Estado. Por isso, sabes o que te digo, eu caguei. Podes mesmo escrever, eu caguei para isso, cago para a política cultural.

Mesmo que desapareça, que deixe de existir um ministério da Cultura?

Miguel Guilherme: Não me interessa, caguei. Não vai deixar de existir, eles precisam sempre de fingir que têm cultura. É tudo tão feio na política cultural, a maneira como os agentes culturais não se unem... Está a falar de subsídios?

Miguel Guilherme: Há coisas que não deviam ser subsidiadas, pura e simplesmente, ponto. Estão a tirar o lugar a outros. Os critérios não existem: são do compadrio, "já que demos a este agora vamos dar ao outro", distribuem-se as migalhas, tentam distribuir o mal pelas aldeias. Há quem tenha direito ao subsídio: o Teatro de Almada, a Cornucópia, o Teatro Aberto. Quanto ao futuro, não sei. Seja como for, não havendo dinheiro, as pessoas têm de continuar a trabalhar. Acho que pelo menos 1% do Orçamento do Estado devia ser para a cultura, porque gera riqueza. Mas o poder político ainda não percebeu isso. A comedie française tem 40 milhões de euros por ano. Há quem diga que é demais. Cá temos pouco dinheiro e pouca atenção. Historicamente, o PSD sempre teve muito pouca sensibilidade cultural, o que é curioso porque o Durão Barroso sempre gostou das artes performativas. Vi-o muitas vezes, tal como ao Paulo Portas, em espectáculos, mas nunca vi gente de esquerda”.

Entrevista completa

sexta-feira, 8 de julho de 2011